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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Revolver, de Guy Ritchie

Revolver abre-se aos nossos pés a partir do primeiro segundo, a partir da primeira imagem. Com uma fotografia esplenderosa, é um filme marcante que vale a pena ver e rever as vezes que forem precisas para começar a fazer algum sentido, e mesmo depois disso.

Ritchie concentra-se assim a trazer-nos bom cinema bem à maneira que nos foi habituando. O cinema de Ritchie tem charme e poder intenso.

Talvez no final o facto de eu procurar a presença de Jason Statham se ligue directamente com a sua participação nos projectos de Guy Ritchie, e talvez por pouco mais que isso. Mas Jason traduz em gestos a presença que é precisa à figura de Green e através deles algumas das milhares de respostas por que no final vamos ansiar. E Ray Liotta com a melhor representação de sempre em toda a sua carreira, fez-me sorrir, sorrir como em poucos filmes uma só personagem me fez sorrir.

Com uma montagem magnífica, o resultado final é um dos meus projectos preferidos de todos os tempos. Uma banda sonora que lhe cabe melhor que todas as críticas algumas vez escritas, e um dos argumentos mais inteligentes dos últimos anos, Revolver é um obra prima que eu sinto necessidade de guardar em segredo. É negro. Tudo nesta obra é de uma beleza inacreditável.

"The greatest enemy will hide in the last place you would ever look."



Revolver
, França/UK, 2005. Realização: Guy Ritchie. Fotografia: Tim Maurice-Jones. Com: Jason Statham, Ray Liotta, Vincent Pastore, André Benjamin, Terence Maynard, Tom Wu. *****