sábado, 17 de janeiro de 2009

Quando se formam espectativas, é mais fácil a desilusão. 2008 foi um ano ocupado, cheio de bom cinema, cinema de descoberta, cinema de entrega. Foi também um ano cheio de descoberta pessoal, sonhos que tenho, expectativas de futuro e acima de tudo, projectos profissionais detalhados, ou tão nus de detalhes e expectativas.

Poderia ter sido um ano melhor, mas na forma que tomou foi um ano único, sossegado, expectante. E como tal, um ano cheio de livros, e de filmes, que me encheram a alma e me ensinaram a simplicidade que tudo tem. Talvez tenha sido um ano de filosofias baratas, as palavras que fui escrevendo, a minha visão dos filmes que vi e que me ocuparam a alma dias a fio; mas tudo o que escrevo é, à falta de melhor, sincero.

Foi o ano de Into the Wild, obra magistral e intensa, de procura e rendição. Foi também o ano de descobertas deliciosas como In Bruges e Bem Vindos ao Norte, ou de surpresas com Iron Man, Cloverfield e The Darjeeling Limited, e de apostas corajosas como Caramel, Alexandra ou A Viagem do Balão Vermelho.

The Dark Knight magistralmente entregue, e Benjamim Button um pouco roubado ao estrondo; foi assim um ano galardoado com brilhante arte, tentativas corajosas, e visões bem-dispostas. Mas há sempre um ano que virá, e há sempre oportunidade de começar de novo.

E que isso seja o suficiente para se realmente iniciar novas epopeias. E ainda que um pouco tarde, bom 2009!

2 comentários:

  1. Mais vale tarde do que nunca!
    Vou começar a vir aqui com mais assiduidade, prometo; beber deste teu sonho americano.
    E um dia, aquele oscar vai ser teu! Disso tenho a certeza. É dos poucos sonhos feitos de ti, em mim.
    Amote*

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